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KonzernForum, saguão de entrada da Autostadt.
Um elevador suspende o veículo até o seu lugar em uma das AutoTürme.

 

 
 

“HOMENS, CARROS E TUDO O QUE OS MOVE”
O slogan da Autostadt, a Disneylândia da Volkswagen, não é frase de efeito

TUDO AQUI realmente tem o objetivo de atiçar sentidos e emoções do visitante, ao mesmo tempo em que informa — e vende, claro. A “cidade dos automóveis” fica em Wolfsburg, a meio caminho entre Berlim e Hannover. Lá foi instalada a primeira fábrica da montadora. Projetada para produzir o Fusca, criado por Ferdinand Porsche, foi usada para a fabricação de armamentos.

Após a Segunda Guerra, os britânicos tomaram as instalações. Ao descobrir os protótipos e planos do “carro do povo”, o major Ivan Hirst chegou a oferecê-los a montadoras da Grã-Bretanha, mas ouviu uma resposta infeliz: “Este carro nunca vai vender”, profetizou o major. Apesar disso, esforçou-se em levantar a fábrica e em produzir os Fuscas. O resto é história.

A Autostadt se divide entre o centro de entrega de automóveis aos clientes, o que inclui as duas quase inacreditáveis torres do estoque, um pavilhão para cada marca do Grupo Volkswagen — a própria Volkswagen, Audi, Bentley, Lamborghini, Skoda e Seat —, o museu chamado ZeitHaus (Casa do Tempo), que conta a história do carro, e o KonzernForum (Fórum do Grupo), onde fica a recepção, o parque infantil, lojas e restaurantes.

Opções são uma visita à imensa fábrica da Volkswagen, feita em uma espécie de trenzinho, que leva ao menos duas horas, tendo de ser marcada com antecedência; ou fazer um test-drive numa pista de treino que imita todo tipo de terreno, onde os mais aventureiros podem testar suas habilidades com a orientação de um instrutor.  Além disso, há sempre instalações de arte moderna e festivais diversos acontecendo ao longo do ano. Um dia é certamente muito pouco, se você quiser ver tudo.

SÃO TANTAS EMOÇÕES
Os pavilhões dedicados a cada marca do Grupo Volkswagen são planejados para transmitir as sensações que têm a ver com a “aura” dos carros, ou seja, com suas características estéticas. Estas estão intrinsecamente ligadas também à cultura dos países de origem. Assim, ao caminhar pela rampa do pavilhão da espanhola Seat, o visitante é saudado por tamborins que parecem vir do nada.

Lá dentro, começa por assistir a um filme em um cinema 360°, com direito a música hispano eletrônica, muitas paisagens mediterrâneas e labaredas para todo o lado. O pavilhão da Lamborghini é totalmente preto por fora, destacando-se da paisagem do resto da Autostadt. É também o mais barulhento, com sons de motores velozes e forças da natureza como vulcões e tempestades. Corresponde muito bem à turbulenta personalidade italiana. Já a britânica Bentley, como não poderia deixar de ser, é sóbria e elegante. Ao contrário da Lamborghini, o prédio acompanha as linhas da paisagem e praticamente desaparece.

     
 

Quer desvender outros segredos da fascinantes Volkslândia alemã? Confira o restante dessa matéria na versão impressa da Revista V número 17.